sábado, 27 de julho de 2013

Memento


100 grandes "westerns"

O Papa no Rio - 3


         Choram os dois, o Papa e o Menino. E os seguranças também. Reparem nesse bem à frente.   Foi comovente esse menino. Não foi natural a reação dele, foi muito sofrida. E o menino reagiu ao ser retirado de perto do Papa. Ele abraçou o Papa. Os repórteres e locutores também ficaram emocionados com a cena. Creio que todos que viram esse momento, se emocionaram.

O Papa na Rio - 2


A palavra é de... Carlos Brickmann

A Paz Com Hora Marcada 

O mistério dos vândalos

Rapazes com celulares, gravando manifestações, são agredidos por policiais e presos. Manifestantes até então pacíficos foram atacados por policiais quando quiseram dirigir-se a uma área não permitida. Já vândalos que atacaram lojas, destruíram sinais de trânsito, lixeiras públicas, portas de estação do Metrô e orelhões, puseram fogo em ônibus, estes agiram à vontade. 

Os fatos do Rio - a Polícia prendeu um rapaz que gravava as manifestações e o acusou mentirosamente de transportar coquetéis Molotov; um vândalo flagrado atirando coquetéis Molotov e correndo para os policiais, trocando de roupa e ficando entre eles - abre campo para uma terrível conclusão: a de que está havendo infiltração de agentes oficiais no meio das manifestações, com prática de atos que levem a opinião pública a condenar os manifestantes e apoiar o uso da força contra eles.

O fim do filme

Não é só isso: um casal de vândalos disse à Polícia que trabalhava para a Abin, Agência Brasileira de Inteligência, órgão do Governo Federal. Pode ser mentira - e esperemos que seja mentira (a Abin desmente, mas teria de desmentir em qualquer circunstância). Ações agressivas de agentes provocadores são devastadoras para a estabilidade do regime.

E no fim deste filme todos perdemos.

Acredite se quiser

Na recepção do Governo fluminense ao papa foram servidos biscoitos, água e café. Custo oficial: R$ 1.300 por pessoa. Nem que os biscoitos fossem feitos por freiras portuguesas e a água viesse de nascentes do Himalaia o custo se explicaria. Talvez seja o café. Já sabiam que o frio vai provocar alta de preços.

Legal e caro

Na semana passada, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, como de hábito, voltou de Brasília para casa, em São Paulo, num jatinho da FAB. Com ele, a ministra de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci. 
Alguém precisa contar ao ministro que já existem voos comerciais entre Brasília e São Paulo, a preços bem mais em conta. Ele certamente gostará de sentar-se entre os passageiros e até fazer o que em seu gabinete é difícil: conversar com gente comum.

De cama em cama

Há um escândalo rolando em Brasília (sim, mais um - mas este é diferente) e a imprensa não sabe o que fazer. Uma parlamentar importante usou a verba de gabinete para pagar o motel. Louve-se a saúde de Sua Excelência, pois muita gente de sua idade já abandonou a prática do nobre esporte; mas com dinheiro público? O problema para a imprensa é que a parlamentar é casada. 

Dizem que o marido não se importa, desde que o dinheiro não seja dele, mas como ter certeza?

É coisa nossa

Um anúncio vem sendo muito divulgado na Internet, oferecendo "diploma universitário, técnico e pós graduação, autênticos, com número de RA e publicação no D.O.U." - abreviatura que poderia referir-se ao Diário Oficial da União, mas deve ser outra coisa. Tudo rápido: "entrega expressa em apenas 10 dias". Vem a advertência: "Não se deixe enganar com falsas promessas, negocie com quem trabalha há mais de 5 anos com clientes satisfeitos em todo o Brasil." E o fecho de ouro: "Conosco você não estará comprando um diploma, estará comprando uma vida escolar". 

Alguma autoridade estará investigando esta fraude?

Pesquisa

Pesquisa realizada pelo Ibope e divulgada pela Transparência Internacional mostra que 81% dos brasileiros consideram os partidos políticos "corruptos" ou "muito corruptos". 

Os demais 19% devem ser menos bem informados. 


O Angelus

É a oração que lembra a Anunciação, ou seja, o momento em que o Arcanjo Gabriel comunica à Maria que ela será a Mãe de Deus.

O nome pelo qual é conhecida deriva da primeira frase da oração, em latim:

Angelus Domini nuntiavit Mariæ.

V. O Anjo do Senhor anunciou a Maria.
R. E Ela concebeu do Espírito Santo.
Ave Maria cheia de graça, o Senhor é convosco. Bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.
Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém.
V. Eis aqui a escrava do Senhor.
R. Faça-se em mim segundo a vossa palavra.
Ave Maria…
V. E o Verbo de Deus se fez carne ou então E o Verbo divino encarnou.
R. E habitou entre nós.
Ave Maria…
V. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Oremos: Infundi, Senhor, a vossa graça em nossas almas para que, conhecendo pela anunciação do Anjo a encarnação de vosso Filho Jesus Cristo,cheguemos por sua paixão e cruz, à glória da ressurreição.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo. Amém.
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Reza-se o Angelus três vezes ao dia: às 6:00, às 12:00 e às 18:00.






E ontem o Papa Francisco rezou o Angelus da sacada do Palácio São Joaquim, sede do Arcebispado do Rio de Janeiro, no bairro da Glória. A foto registra a bênção aos fieis após o Angelus.

Viva o Papa!

Francisco, o Papa, é uma figura especial. Simpático, com seu amor à Maria que é pura devoção e exemplo de vida, atual sem perder de vista a base sólida do cristianismo, sem nenhum compromisso com o politicamente correto e indiferente ao fato de ser tachado de conservador, com um único objetivo: espalhar a Fé em Jesus Cristo para que o mundo seja um lugar onde é possível sermos alegres e felizes, todos e não apenas uns happy few. E com uma qualidade que impressiona por ser tão rara entre os poderosos: é amigo de seus amigos e não descarta os que já não estão no poder, ou os poderosos de ontem. Não houve dia ou evento em que não citasse Bento XVI. Por tudo isso, Viva o Papa!



“Bota mais água no feijão”, por Maria Helena RR de Sousa

Francisco tem passado mensagens profundas com palavras simples, palavras do dia a dia e nisso reside sua força. Será que alguém imagina a possibilidade dos recados claros do Papa não entrarem em nossas mentes?

Na saudação em Varginha o jovem escolhido para cumprimentar o Papa disse verdades que incomodam, certamente incomodam muito. Ele contou ao Papa sobre a agitação incomum nas ruas e vielas de seu bairro, a azáfama das autoridades em armar um cenário que, talvez, iludisse o Papa...

Pois sim. Francisco, quando Bergoglio, tinha o hábito de visitar comunidades carentes na periferia de Buenos Aires e ir sem avisar. Ele sabe reconhecer o que foi feito ontem daquilo que faz parte da realidade do lugar que visita.

Pastor, que prega a justiça e a misericórdia, ele sabe distinguir o certo do errado: "Nenhum esforço de pacificação será duradouro, não haverá harmonia e felicidade para uma sociedade que ignora, que deixa à margem, que abandona na periferia parte de si mesma".

Já vejo analistas da fala do Papa a dizer que aí ele criticou as UPPs. Não compreendi assim: ele sabe que se não fosse a política de pacificação, ele não poderia ter entrado nessa favela que até pouco era conhecida como Faixa de Gaza.

O que ele fez foi entusiasmar os jovens a continuar a exigir o que lhes é devido, pois está convicto que se os jovens tiverem a estrutura que hoje lhes falta, os mercadores da morte não terão vez.  Lembrou os pilares fundamentais de uma nação: Educação da mente e do espírito; Saúde, essencial; Segurança (mas “a violência só pode ser vencida a partir da mudança do coração humano”); e a base de tudo: a Família.

Aos peregrinos, em Varginha ou na Catedral, em línguas diferentes, ele disse a mesma coisa, “hagan lío”. Façam barulho, movimentem-se, vão às ruas e peçam, peçam, peçam. “Os jovens possuem uma sensibilidade especial frente às injustiças, mas muitas vezes se desiludem com notícias que falam de corrupção, com pessoas que, em vez de buscar o bem comum, procuram seu próprio beneficio".  Pediu-lhes que não desanimassem e lhes garantiu que “a realidade pode mudar, o homem pode mudar”.

Às autoridades o Papa pediu o essencial numa só palavra: Solidariedade.  “Trabalhem por um mundo mais justo. (...) Não é a cultura do egoísmo, do individualismo, que regula nossa sociedade. Mas sim a cultura da solidariedade".

Lembrou algo fundamental: o homem tem fome de dignidade!




Ao usar, no discurso em Varginha, as palavras que sempre ouvimos em nossas casas e até no nosso cancioneiro, “bota mais água no feijão”; ao sorrir o mesmo sorriso que tinha quando menino para as crianças entusiasmadas com sua presença; ao pedir que rezemos por ele, Francisco nos cativou para sempre.

Cativou os jovens e os idosos, as duas pontas do presente, segundo ele. Os que não podem ser descartados por ser o passado que forma o futuro.

Obrigada, Papa Francisco.


Publicado originalmente no Blog do Noblat de 26/7/2013